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Seguro-Fiança e Ação de Despejo: Como Evitar Custos e Proteger Seu Aluguel [2026]

EE
Equipe Editorial Accordous
Time editorial da Accordous
04 de fevereiro de 2026 6 min de leitura
Seguro-Fiança e Ação de Despejo: Como Evitar Custos e Proteger Seu Aluguel [2026]
Neste artigo
  1. 01 1. O que é o seguro-fiança de aluguel
    1. O que o seguro-fiança pode cobrir
  2. 02 2. O que é uma ação de despejo
  3. 03 3. Quais são os gastos reais de uma ação de despejo
    1. Honorários do advogado
    2. Custas processuais
    3. Caução para liminar
    4. Tempo do processo
  4. 04 4. Como o seguro-fiança ajuda a evitar a ação de despejo
  5. 05 5. Vantagens e desvantagens do seguro-fiança
    1. Vantagens para o proprietário
    2. Vantagens para o inquilino
    3. Desvantagens
  6. 06 6. O que fazer quando o inquilino não paga o seguro-fiança
  7. 07 7. Como o proprietário pode se proteger desde o início
  8. 08 8. Como a Accordous ajuda na prevenção de inadimplência e gestão de contratos
  9. 09 9. Perguntas frequentes
    1. O seguro-fiança evita a ação de despejo?
    2. Quanto tempo dura uma ação de despejo?
    3. Quem paga as custas de uma ação de despejo?
    4. O inquilino é obrigado a renovar o seguro-fiança?

Quando um inquilino para de pagar o aluguel, o proprietário tem basicamente duas saídas: negociar ou acionar a justiça. A ação de despejo é o caminho legal — mas também é o mais caro, mais demorado e mais desgastante.

O seguro-fiança existe justamente para evitar que o proprietário chegue a esse ponto. Quando bem contratado, ele cobre os aluguéis em atraso — e em alguns casos, até parte das despesas jurídicas do processo.

Neste artigo você vai entender:

  • Como o proprietário pode se proteger melhor desde o início
  • O que é ação de despejo e quando ela é necessária
  • Quais são os gastos reais de um processo de despejo
  • Como o seguro-fiança pode evitar esses custos
  • O que o seguro cobre — e o que não cobre

1. O que é o seguro-fiança de aluguel

O seguro-fiança é uma garantia locatícia na qual o inquilino contrata uma apólice junto a uma seguradora, colocando o proprietário como beneficiário. Em caso de inadimplência, a seguradora paga os valores devidos ao locador — dentro dos limites e coberturas contratados.

Ele substitui o fiador (que precisa de imóvel próprio e alta renda) e o caução (que exige depósito antecipado de até 3 meses de aluguel). Por isso, é uma das garantias mais flexíveis do mercado.

O que o seguro-fiança pode cobrir

  • Aluguel em atraso — cobertura básica e presente em todas as apólices
  • Condomínio e IPTU
  • Contas de consumo (água, luz, gás) — coberturas adicionais
  • Danos ao imóvel causados pelo inquilino
  • Taxas processuais em ações de despejo — coberturas adicionais
  • Multa contratual e pintura ao final do contrato

Atenção: as coberturas variam por seguradora e por plano. Analise a apólice com atenção antes de contratar — não apenas o preço, mas o que está realmente protegido.

2. O que é uma ação de despejo

A ação de despejo é um processo judicial previsto na Lei do Inquilinato (Lei 8.245/91) pelo qual o proprietário pode solicitar que o inquilino desocupe o imóvel.

Ela pode ser ajuizada nos seguintes casos:

  • Falta de pagamento do aluguel e encargos
  • Descumprimento de cláusulas do contrato
  • Uso do imóvel para finalidade diferente da prevista
  • Danos ao imóvel não autorizados
  • Término do contrato sem desocupação voluntária
  • Necessidade de uso pelo proprietário ou familiar
  • Reformas urgentes que impeçam a habitação

Ao final do processo, o juiz determina a saída do inquilino. Mas até lá, o caminho pode ser longo e custoso.

3. Quais são os gastos reais de uma ação de despejo

Honorários do advogado

São o maior custo da ação. Variam por escritório e complexidade do caso, mas costumam ser calculados como percentual sobre o valor da causa (aluguel anual + encargos).

Como referência: em casos simples, o honorário pode ficar entre 20% e 30% sobre o valor de um ano de aluguel. Para um aluguel de R$ 1.500, isso representa entre R$ 3.600 e R$ 5.400.

Custas processuais

São as taxas pagas ao poder judiciário para que a ação seja recebida. O valor depende do estado e do valor da causa. Proprietários que não podem pagar podem pedir gratuidade da justiça, mas precisam comprovar a situação financeira.

Em casos de derrota, o perdedor geralmente reembolsa as custas processuais do vencedor.

Caução para liminar

Se o proprietário quiser reaver o imóvel antes do término do processo (via liminar de despejo), precisa depositar em conta judicial o equivalente a 3 meses de aluguel.

Esse valor fica retido até o final do processo. Se o despejo for autorizado, o proprietário pode reaver o valor. Se for negado, o valor vai para o inquilino como indenização.

Tempo do processo

Uma ação de despejo por falta de pagamento pode durar de alguns meses a mais de um ano, dependendo da comarca e da complexidade do caso. Durante esse período, o proprietário geralmente fica sem receber aluguel.

O custo real de uma ação de despejo vai muito além das taxas jurídicas. Inclui meses de aluguel não recebido, honorários do advogado, custas processuais e o desgaste do processo. O seguro-fiança existe para evitar exatamente isso.

4. Como o seguro-fiança ajuda a evitar a ação de despejo

Quando o inquilino atrasa o pagamento, a seguradora pode ser acionada para cobrir os valores devidos. Com o proprietário recebendo os aluguéis mesmo com inadimplência, a necessidade de ação judicial diminui — ou desaparece.

Na prática:

  • Proprietário aciona a seguradora após o vencimento não pago
  • Seguradora paga os valores devidos dentro do prazo da apólice (geralmente até 30 dias)
  • Proprietário não precisa entrar com ação de despejo por inadimplência financeira
  • Seguradora cobra o inquilino pelos valores pagos

Quando a ação de despejo é inevitável (descumprimento de contrato, uso indevido, fim de contrato sem saída voluntária), algumas apólices cobrem parte das taxas processuais — reduzindo o custo do proprietário.

5. Vantagens e desvantagens do seguro-fiança

Vantagens para o proprietário

  • Recebe os aluguéis mesmo em caso de inadimplência
  • Evita ou reduz o custo de uma ação de despejo
  • Dispensa a necessidade de fiador
  • Processo de acionamento mais rápido do que a via judicial
  • Pode cobrir IPTU, condomínio e danos ao imóvel

Vantagens para o inquilino

  • Não precisa ter fiador ou desembolsar caução de uma vez
  • Valor pode ser parcelado ao longo do contrato
  • Mais fácil de contratar do que encontrar um fiador qualificado

Desvantagens

  • O valor pago ao seguro não é devolvido (diferente do caução)
  • Pode ser recusado se o perfil de risco for alto
  • Nem sempre cobre todo o período do contrato — pode precisar de renovação
  • Coberturas variam muito entre seguradoras — exige atenção na leitura da apólice

6. O que fazer quando o inquilino não paga o seguro-fiança

Se o inquilino deixar de pagar o prêmio do seguro, a apólice pode ser cancelada. Isso coloca o contrato em risco, pois a garantia deixa de existir.

A maioria das seguradoras concede um prazo de carência (em geral 20 dias) antes de cancelar. O proprietário deve ficar atento aos vencimentos da apólice — que muitas vezes são anuais — e verificar se as renovações estão sendo feitas.

Se o seguro for cancelado por falta de pagamento e houver inadimplência do inquilino, o proprietário fica desprotegido. Nesse caso, as alternativas são negociação direta, notificação extrajudicial e, como último recurso, a ação de despejo.

7. Como o proprietário pode se proteger desde o início

  • Escolha a garantia certa para o perfil do inquilino — não aceite qualquer garantia só para fechar o contrato
  • Leia a apólice inteira antes de aceitar o seguro-fiança — entenda o que está e o que não está coberto
  • Acompanhe os vencimentos da apólice e confirme as renovações
  • Faça vistoria detalhada na entrada e na saída
  • Mantenha o contrato atualizado com cláusulas claras de inadimplência e rescisão
  • Tenha toda a documentação do inquilino organizada e acessível

Proprietário que gerencia o imóvel com organização tem muito menos problemas — e quando eles aparecem, resolve com mais rapidez e menos custo.

8. Como a Accordous ajuda na prevenção de inadimplência e gestão de contratos

A Accordous permite que proprietários gerenciem seus imóveis com profissionalismo — sem imobiliária e sem pagar taxa de administração.

✔ Análise de crédito e risco do inquilino antes de fechar o contrato

✔ Cotação de seguro-fiança com seguradoras parceiras

✔ Contratos gerados e assinados digitalmente com validade jurídica

✔ Cobranças automáticas com alertas de vencimento

✔ Histórico completo de pagamentos por imóvel

✔ Vistoria digital de entrada e saída com registro fotográfico

9. Perguntas frequentes

O seguro-fiança evita a ação de despejo?

Em casos de inadimplência financeira, sim — porque a seguradora paga os aluguéis devidos, eliminando o motivo principal da ação. Para outros tipos de descumprimento contratual, o processo judicial pode ser necessário mesmo com seguro ativo.

Quanto tempo dura uma ação de despejo?

Varia por comarca e complexidade. Em casos de falta de pagamento, pode durar de 3 meses a mais de 1 ano. Quanto mais organizada for a documentação do proprietário, menor tende a ser o tempo.

Quem paga as custas de uma ação de despejo?

Inicialmente o proprietário (ou o advogado, em casos de êxito). Se o proprietário ganhar a ação, o inquilino pode ser condenado a ressarcir as custas. Depende da decisão judicial.

O inquilino é obrigado a renovar o seguro-fiança?

Se o contrato de locação prevê seguro-fiança como garantia, a manutenção da apólice é obrigação do inquilino. O não pagamento do prêmio pode configurar descumprimento contratual.


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Escrito por
Equipe Editorial Accordous

Especialistas em gestão de locação residencial no Brasil — jurídico (Lei 8.245/91), faturamento PIX, conciliação bancária e análise de risco de inquilinos.

  • ·Base de ~50 mil imóveis operados na plataforma
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